
Em termos científicos, as abelhas pertencem à superfamília de insetos Apoidea. Essa superfamília inclui várias famílias, subfamílias, tribos e aproximadamente 20 mil espécies de abelhas. Em cada família as abelhas possuem características em comum, como os métodos de construção dos ninhos. Espécies diferentes geralmente têm características físicas distintas, como o formato da asa ou o tamanho da língua.
Muitas pessoas estão mais familiarizadas com as abelhas farejadoras e com as abelhas grandes. As duas são abelhas sociais, ou seja, elas vivem em grupos grandes. As abelhas sociais usam secreções de cera que saem de seus corpos para construir ninhos e locais grandes para armazenar comida e criar as abelhas jovens. Um terceiro tipo de abelha social é a sem ferrão. As abelhas sem ferrão são nativas de áreas tropicais, onde algumas sociedades as usam para a produção de mel. Até recentemente, a criação de abelhas sem ferrão era comum nas regiões dos maias da América do Sul (em inglês), mas a prática quase desapareceu nos últimos 20 anos.
Embora as abelhas grandes e as domésticas sejam sociais, suas sociedades se diferenciam consideravelmente. As colônias de abelhas domésticas, ou colméias, são permanentes. A rainha e suas filhas usam cera das glândulas cerígenas em seus abdômens para construir um ninho que dura por gerações. Se a colméia ficar superlotada, as operárias, que são todas fêmeas, irão criar uma nova rainha, alimentando-a durante todo seu desenvolvimento com geléia real, produzida por uma glândula em suas cabeças. A antiga rainha irá deixar a colméia com cerca de metade das operárias para construir um novo ninho, e a nova rainha ficará para trás. As abelhas sabem que precisam criar uma nova rainha quando param de receber a quantidade suficiente de feromônio da rainha, que é produzido em suas glândulas mandibulares.
As abelhas grandes, por outro lado, possuem ninhos anuais. A cada ano, a rainha se acasala no outono e passa o inverno abrigada. Na primavera, ela sai e constrói um ninho no qual deposita os ovos. Quando suas filhas saem dos ovos, elas se tornam operárias e ajudam a rainha a aumentar o ninho. No fim do verão, a rainha deposita os ovos, que se transformam em novas rainhas e em zangões. Os zangões se reúnem na área de acasalamento para se acasalar com as rainhas de várias colônias, e assim o ciclo continua.
Muitas pessoas estão mais familiarizadas com as abelhas sociais porque elas podem ser mais visíveis do que as solitárias. Muitas espécies sociais produzem substâncias usadas pelas pessoas, como o mel e a cera alveolada, e as pessoas podem ver grandes enxames se alimentando em pomares e jardins. A maioria das abelhas, porém, não são sociais. Menos de 15% das abelhas vivem em colônias. As outras são solitárias. Elas podem apresentar algumas tendências sociais, mas não constroem grandes colméias ou armazenam bastante mel extra. Em vez disso, elas constroem ninhos pequenos que têm o tamanho suficiente para armazenar alguns ou apenas um ovo. Algumas vezes, várias abelhas solitárias constroem seus ninhos próximos uns dos outros; com exceção do acasalamento e da ocasional defesa em grupo da área do ninho, porém, essas abelhas não costumam interagir umas com as outras.
Muitas abelhas solitárias são conhecidas pela maneira como constroem seus ninhos. Elas podem usar cerume, um tipo de cera secretada por seus corpos, ou própolis, uma cola que as abelhas produzem com a resina de árvores. Muitas abelhas adicionam outros materiais a essas substâncias, por exemplo:
Outras abelhas se aproveitam de materiais existentes quando constroem seus ninhos. Algumas usam cupinzeiros ou ninhos de vespas. Outras espécies depositam seus ovos em conchas vazias de caracóis, dividindo-as em duas câmaras usando secreções glandulares ou depositando um ovo em cada concha. As conhecidas como parasitas, depositam seus ovos nos ninhos de outras abelhas. Elas não têm estruturas para coletar pólen, e dependem do pólen de outras abelhas para alimentar suas crias.
Outras abelhas solitárias são conhecidas pelo tipo de flores que freqüentam ou por outras características diferenciadas. Pequenas abelhas do suor, por exemplo, são atraídas pelo suor humano. As abelhas das orquídeas são bem coloridas e costumam ter uma aparência metálica. Os cientistas acreditam que as orquídeas e as abelhas das orquídeas se desenvolveram juntas de um modo tal que agora uma se tornou dependente da outra. Essas abelhas possuem um probóscide bem longo, e as orquídeas armazenam seu néctar no fundo de suas flores. A espécie das abelhas das orquídeas é uma das poucas em que os machos realizam atividades produtivas que não a de acasalamento. Em algumas espécies, os zangões das abelhas das orquídeas coletam óleos aromáticos de flores usando partes de suas pernas que se parecem com uma pá. Como as fêmeas não coletam esses óleos, os cientistas acreditam que os zangões podem usá-los para atrair uma parceira.